segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

FREVO... FREVO!


A palavra "frevo" foi publicada, pela primeira vez, 
no dia 9 de fevereiro de 1907 no Jornal Pequeno do Recife.

Anúncio para o ensaio geral a acontecer no 
Clube Empalhadores de Feitosa, cujo repertório trazia marchas carnavalescas, entre elas: Amorosa, O sol, O frevo.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

GUIRLANDA, um enfeite natalino que se populariza no Brasil


GUIRLANDA, 
um enfeite natalino que se populariza no Brasil 
Thelma Regina Siqueira Linhares 

É consenso considerar o Natal como festa universal e simbólica do nascimento do Menino-Jesus, ocorrido há mais de dois milênios, em Belém. Consenso, também, que tal fato divide o tempo histórico da humanidade em AC e DC – antes de Cristo e depois de Cristo, respectivamente. Independentemente de fé e religião, o Natal, vem ao longo dos séculos, incorporando símbolos, pagãos e profanos, anteriores, inclusive, ao próprio fato do nascimento do Menino-Deus e criação do cristianismo. É um ciclo – o Ciclo Natalino – com características próprias que se reflete nas tradições folclóricas, populares e clássicas. Símbolos natalinos diversos combinam-se para dar especificidade ao período, que cada vez mais se estica, apoiado pela mídia e pelo marketing e estimulando o comércio, cujas vendas são as melhores do ano. 

A guirlanda é um desses símbolos cada vez mais presente na decoração natalina do Brasil. O cinema americano aparece como grande responsável pela sua popularização no mundo cristão ocidental, a partir da segunda metade do século XX. Decorar a porta da frente, do lado de fora, com guirlanda, principalmente se tiver sido presenteada, é atrair bons fluídos, pois se trata de um adorno de “chamamento” de boas-vindas. É tudo de bom! 
Em português, a guirlanda recebe várias denominações. Segundo o dicionário Houaiss, é grinalda “coroa de flores”. Festão ornamental feito de flores, frutas e/ou ramagens entrelaçadas. Para grinalda oferece outros nomes: capela, coroa, diadema, estema, guirnalda, láurea, lauríola, louro e pancárpia. 

A guirlanda pode ser confeccionada por muitos materiais. Cipós, fitas, plásticos, palhas secas, bombons, chocolates são algumas versões profanas popularizadas. Industriais ou artesanalmente feitas. Material reciclado, igualmente, vem ganhando terreno na confecção de guirlandas no Brasil. Também, ilustram cartões e transformam-se em adereços e enfeites de árvores de natal. 

Tradicionalmente nos países nórdicos, a guirlanda é uma mandala (cujo círculo lembra que a vida é um ciclo de nascimento à morte) coberta por folhagens (de heras, pinheiros ou azevinhos que oferecem proteção no inverno gelado, afugentando a má-sorte e agouros). Uma fita vermelha (representando o amor de Deus pela humanidade) e as velas acesas (a fé e a alegria) completam a guirlanda ou Coroa de Avezinha. 
A guirlanda ou Coroa do Advento, considerando-se seu aspecto religioso, é um dos mais significativos símbolos natalinos, pois anuncia a boa-nova no Advento - preparando para o Natal - momento de reflexão, de busca do perdão, para vivenciar o Amor e a Paz pregados por Jesus Cristo, nas religiões cristãs. Nessa guirlanda, há quatro velas. A cada domingo de dezembro, uma é acesa, numa atitude de preparação para o grande acontecimento. 

http://thelmaregina.blogspot.com.br/2008/12/guirlanda-um-enfeite-natalino-que-se.html

http://usinadeletras.com.br/
Artigos-->GUIRLANDA, um enfeite natalino que se populariza no Brasil -- 18/12/2005 - 22:46 (Thelma Regina Siqueira Linhares)

http://thelmaregina.blogspot.com.br/2014/12/guirlanda-um-enfeite-natalino-que-se.html

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Tradições Natalinas




TRADIÇÕES NATALINAS 
Thelma Regina Siqueira Linhares 


As comemorações natalinas e de fim-de-ano no planeta Terra têm traços comuns. Comemoram o nascimento de Jesus Cristo, iniciando uma nova contagem de tempo – o AC e DC (antes e depois de Cristo). Mesmo os povos e cultura não-cristãs, têm de certa forma, essa influência, pois na Idade Média, com as Cruzadas e as Descobertas Marítimas, a fé cristã foi se globalizando, imposta pelos conquistadores, em especial, portugueses, espanhóis e ingleses. E, as de fim-de-ano, referem-se à passagem para um novo ano civil, mundialmente aceito, embora convivendo com outros rituais e contagens de tempo, como por exemplo, entre os judeus e chineses, que já passaram do ano 5000... Anteriormente, o ano se iniciava em 1º de abril, hoje o dia Universal da Mentira, quando o calendário gregoriano 
passou a ser adotado. 








                                                                                              


presépio, representando o nascimento de Jesus Cristo, é atribuído a São Francisco de Assis. Hoje, materiais diversos (barro, madeira, pedra, palha, massa, plástico, etc,) dão vida à cena de Belém, com forte influência da descrição bíblica, adotada pela Igreja Católica. 


         

As árvores de natal são atribuídas a Lutero ou Calvino, que teria iluminado um pinheiro, numa fria noite de Natal, do inverno europeu. Anteriormente, outros povos enfeitavam árvores diversas para outras comemorações, festejar colheitas, por exemplo. Aqui, também, a diversidade de materiais, embora os pinheiros artificiais industrializados sejam os mais freqüentes. Luzes, bolas coloridas, laços, correntes, presentinhos e uma diversidade de enfeites. Parece que quanto mais enfeitada, mais bonita a árvore. Fica longe no tempo, aquela árvore de natal, improvisada com galhos de árvore, pintada ou, simplesmente recoberta com algodão, à semelhança de neve, em nosso país tropical... 

         


Papai Noel, como se apresenta aqui no Brasil, é totalmente importado dos Estados Unidos. Teria sido apresentado na década de 30, do século passado, fincando raízes cada vez mais profundas, nas tradições natalinas. O comércio, a propaganda e, com certeza, as tropas americanas, que fizeram base no 
Rio Grande do Norte, durante
 a II Guerra Mundial, devem ter contribuído bastante para sua popularização. Embora a sua origem seja relacionada a São Klaus ou São Nicolau e diferentes culturas e povos deêm diferentes traços e caracterizações (negro, olhos puxados, roupas diferentes). 



                            

troca de presentes, especialmente, do amigo secreto, oculto ou presente, ganha espaço cada vez maior, na família e no ambiente de trabalho, por questões econômicas, talvez. 

Os cartões natalinos, igualmente passam por mudanças:  torpedos de celulares, cartões virtuais são usados.



ceia de natal, também, passa por modificações e influências. Convivendo com o peru, há o chester, os pratos frios, o bacalhau. E o panetone, cada vez mais presente nos lares brasileiros. Independente da fartura da mesa, famílias há com suas receitas natalinas tradicionais e,
 algumas vezes, secretas. 



Algumas tradições folclóricas ou populares próprias do ciclo natalino, às vezes, nas últimas décadas, a ele transcendem. Para turista ver. Para incorporar um fora de época, a exemplo, de carnavais fora de época, no país inteiro... Pastoris, folias de reis, etc. 




As superstições e crendicesdiversas são um capítulo à parte dos festejos natalinos e de fim-de-ano. Para renovar, trazer paz, saúde, dinheiro, enfim, o sonho maior que se quer ver concretizar nos próximos 365 dias. Cores, roupas, banhos, comidas, falares, rituais, individuais ou coletivos, que são incentivados pela mídia, principalmente. 



Conclusões: 
Inegavelmente, a mídia (em especial, tv, revistas, propagandas e cinema) tem um papel importantíssimo na divulgação de informações culturais 
O comércio, especialmente, os shoppings, têm um papel marcante nisso, também. Decoram-se, no mês de novembro e, muitas vezes, usam e abusam do tema, com coisas que não tem muito a ver com a essência do ciclo natalino. Por exemplo, ursos, doendes, famílias de papai noel, etc. 
Valores e costumes diferentes, questões financeiras e sócio-educativas que resultam na grande desigualdade social do Brasil e a globalização possibilitam que as tradições natalinas, assumam peculiaridades nos natais da atualidade. Refletindo nossas origens multiraciais e multiculturais. Tradições natalinas, sim. Embora mutantes e mutáveis. 



www.usinadeletras.com.br Ensaios-->Tradições Natalinas -- 30/10/2004

http://thelmaregina.blogspot.com.br/2008/12/tradies-natalinas.html

socializandoleituras.blogspot.com/ LER É TÃO BOM





domingo, 14 de dezembro de 2014

SÓ UM CONTO DE NATAL



SÓ UM CONTO DE NATAL 
Thelma Regina Siqueira Linhares

Já tinha ouvido falar de Natal. De um tal Menino Jesus, pobrezinho, que nasceu há muito tempo, num lugar longe, mas de nome bonito – Belém. Tinha pai e mãe. Ganhou presentes de pastores e reis. Teve anjos e animais por companhia.
Mas, hoje, quem aparece mesmo é o Papai Noel. Não sei como ele agüenta aquela roupa vermelha e quente. Bem que poderia fazer a barba e cortar os cabelos. Afinal, já é bem velhinho pra chamar tanta atenção... o bom é que ele tem um saco cheinho de presentes e que atende sempre aos pedidos das crianças. Sempre, não. Quase sempre. Pois presente de criança pobre corre o risco de ser trocado de última hora. Nunca vem na quantidade pedida ou é radicalmente substituído no conteúdo. Isso, quando não passa batido... 
E o Natal estava chegando. 
Percebia, aos poucos, as ruas, praças, lojas e casas se transformando. Árvores enfeitadas por bolas coloridas, laços e fitas. Sinos. Velas. Presépios. E luzes. Muitas luzes. E o vai-e-vem de gente cada vez mais carregada de pacotes. 
Só a minha rotina parecia não mudar. Continuando na rua com o grupo de iguais. Não obedecendo limites sociais. Fazendo quase tudo que dava na telha. Morcegando ônibus. Chutando portão. Brigando por um pão ou pela cola. Pedindo dez centavos nos sinais. Dormindo ao relento... Voltar pra casa, nem pensar. 
Então, chegou a véspera do Natal. Drogado, sofri um atropelamento de moto e fui parar num hospital público. Passei por uma cirurgia na perna. Na enfermaria, convalescendo, fiquei com outras crianças, em plena noite de Natal. Ainda groge da anestesia e da cola, com certeza, vi quando ele se aproximou. Achei que era um anjo. Gordinho, cabelos encaracolados e com um pacotinho nas mãos. Ele me entregou e desejou Feliz Natal. Nem agradeci. Abri o pacote e vi um carro vermelho. Lindo! 
Só mais tarde é que entendi que o Feliz Natal, na verdade, foi a chance de continuar vivo e poder recomeçar. 

(Recife, dez/2004)

http://usinadeletras.com.br/
Contos-->Só um conto de Natal -- 19/12/2004 - 08:53 
(Thelma Regina Siqueira Linhares)

http://www.camarabrasileira.com/btn08-017.htm
Publicado na Antologia "Os mais belos Textos de Natal" - Edição 2008 - Novembro de 2008


http://thelmaregina.blogspot.com.br/2014/12/so-um-conto-de-natal.html

domingo, 7 de dezembro de 2014

No jardim lá de casa / Thelma Regina Siqueira Linhares


No jardim lá de casa

é o meu novo livro de poemas. Ainda inédito.



No jardim lá de casa...
Thelma Regina Siqueira Linhares

No jardim lá de casa
também é possível aprender
que natureza é vida.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Programa Manuel Bandeira: Águas do Capibaribe

O Recital Águas do Capibaribe foi a formação do 
PMBFL-Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores 
em novembro/2013 
para o grupo de Professoras/es de Biblioteca
 e Mediadoras/es de Leitura.


Publicado em 16/04/2014
O Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores foi criado em 2006 para dar materialidade à política de formação de leitores. Contribui na formação de comunidades leitoras a partir da implantação de salas de leitura e bibliotecas escolares, renovação e ampliação dos acervos, formação continuada de mediadores de leitura e incentivo à produção autoral de estudantes e professores.

(Texto do Canal de Tecnologia)


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Concurso Artístico Cultural “Carolina Maria de Jesus - de catadora de lixo a escritora famosa”

PREFEITURA DO RECIFE
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
 SECRETARIA EXECUTIVA DE GESTÃO PEDAGÓGICA - SEGEP 
GERÊNCIA DE POLÍTICA E FORMAÇÃO PEDAGÓGICA - GPFP
GRUPO DE TRABALHO EM EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS – GTERÊ
GRUPO DE TRABALHO EM ORIENTAÇÃO SEXUAL - GTOS
PROGRAMA MANUEL BANDEIRA DE FORMAÇÃO DE LEITORES - PMBFL
ESCOLA AMBIENTAL ÁGUAS DO CAPIBARIBE – EAAC

Regulamento
 do Concurso Artístico Cultural
 “Carolina Maria de Jesus - de catadora de lixo a escritora famosa”

 O Concurso Artístico Cultural “Carolina Maria de Jesus – de catadora de lixo a escritora famosa” será realizado pela Secretaria de Educação do Recife, através da SEGEP, GPFP, GTERÊ, GTOS, PMBFL e EAAC, em homenagem ao centenário da escritora negra e favelada, Carolina Maria de Jesus, que tem como marca na sua trajetória a superação de preconceitos e discriminações e a denúncia do racismo através da escrita de seus diários e memórias.
1 – Do Concurso
1.1. Este concurso tem caráter exclusivamente educativo e cultural, sem qualquer modalidade de sorteio ou pagamento, nem vínculo à aquisição ou uso de qualquer bem, direito ou serviço. 1.2. A participação neste concurso é voluntária e gratuita.
1.3. As unidades de ensino terão acesso a algumas produções em vídeo e textos sobre a escritora.
1.4. Os trabalhos poderão ser apresentados nas categorias: texto (em qualquer gênero) e artes (pintura, escultura, instalação, teatro, vídeo).
2 – Da Duração do Concurso
2.1. Este concurso será realizado no mês de outubro/2014.
3 – Da Elegibilidade dos Participantes
3.1. O Concurso é válido para os/as estudantes de todas as Etapas e Modalidades de Ensino da Rede Municipal do Recife.
4 – Da Participação no Concurso
4.1. Os/As participantes deverão enviar suas produções artísticas para o GTERÊ/GTOS – prédio do CAP – Centro Administrativo Pedagógico – 3º andar, dentro do prazo previsto neste regulamento (outubro/2014).
4.2. A autoria deve ser exclusiva do/a estudante com a mediação dos/as professores/as em relação aos aspectos conceituais;
5 – Do Critério de Seleção dos Trabalhos
5.1. Serão considerados/as ganhadores/as aqueles/as que produzirem utilizando linguagens artísticas e culturais, de formas mais criativas e inovadoras.
5.2. Os trabalhos serão julgados por uma comissão formada por técnicos/as do GTERÊ, GTOS, PMBFL e EAAC.
5.3. O resultado será divulgado no dia 05 de novembro de 2014 e os trabalhos ficarão em exposição durante os meses de novembro e dezembro, no Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire e no CAP – Centro Administrativo Pedagógico (sala do GTERÊ) e em Museus da Cidade.
6 – Da Certificação 6.1. Os/As autores/as terão expostos seus trabalhos, receberão um certificado e poderão socializar suas experiências em espaço de formação da Rede Municipal de Ensino.
7 – Da Cessão de Direitos
7.1. As/Os vencedoras/es autorizam, desde já e de forma gratuita, a veiculação de seus nomes, imagens, sons de voz e materiais próprios enviados à equipe organizadora, sem limitação de espécie alguma para utilização dos mesmos em fotos, cartazes, filmes, spots e em qualquer tipo de mídia e peças promocionais para a divulgação da exposição.
7.2. Para se efetivar a autorização faz-se necessário o devido preenchimento do documento “Cessão de Direitos”, pelo/a participante quando maior (anexo I) ou por seu responsável quando menor (anexo II).
8 – Das Disposições Gerais
8.1. As eventuais dúvidas serão sanadas ou esclarecidas pela equipe organizadora.